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Eletrificar a última milha na América Central

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Rafael Cuestas Rölz
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Conveniência; riscos e oportunidades para as frotas empresariais

The electrification of last mile fleets in Central America is already an economically viable decision on urban and peri-urban routes with predictable daily journeys and return to base. The overall benefits (lower cost per kilometre; reduced maintenance; improved ESG and driving experience) can outweigh the challenges (initial CAPEX; charging infrastructure; operational management; insurance and availability of models in certain niches). The key is not "all or nothing"; but rather sequencing the change with measurable pilots; prioritising countries/cities with better conditions and designing the operation to "charge when you can" (home; base; public; DC in corridors); rather than "fill up when you need to".
Our recommendation is a phased rollout: 90–120-day pilots; TCO and carbon metrics; energy agreements and charging SLAs; then scaling in waves with a focus on short routes (<150–200 km/day); night shifts; and centers with available power.

Porquê agora?

  • Volatilidade dos preços dos combustíveis: a diferença em relação à tarifa de eletricidade (especialmente fora dos horários de pico) favorece as carrinhas e os camiões ligeiros nas entregas de última milha com regresso ao armazém.
  • Manutenção: menos peças móveis (sem trocas de óleo/filtros); travões mais duradouros graças à regeneração; maior disponibilidade mecânica.
  • Clientes e marcas: entregas mais silenciosas e com menos emissões; vantajoso para cadeias de retalho e marcas com objetivos ESG.
  • Adequação à utilização: 99 % das viagens de carro têm menos de cerca de 160 km (100 milhas); dentro da autonomia útil da maioria dos veículos elétricos a bateria (BEV) atuais; com recarga durante a noite; a ansiedade em relação à autonomia raramente constitui uma limitação operacional nas entregas de última milha.

Vantagens, desvantagens e riscos (perspetiva da frota)

Vantagens

  • Custo total de propriedade (TCO): menor custo por km ao carregar no depósito ou em casa durante as horas de menor consumo; menos manutenção programada.
  • Disponibilidade: menos paragens na oficina; horários de entrega mais eficientes.
  • Experiência de condução: binário imediato; condução mais suave e silenciosa; impacto positivo na segurança do condutor e na redução da fadiga.
  • ESG e concursos públicos: a redução das emissões e do ruído abre portas para contratos com requisitos «verdes».

  • CAPEX: preço de aquisição mais elevado em alguns segmentos (embora em queda).
  • Infraestrutura: dimensionamento da potência contratada; tomadas de CA na base (e nas residências, quando aplicável) e apenas CC para percursos críticos.
  • Seguros e valores residuais: as apólices (bateria) e os valores residuais exigem uma negociação técnica específica.
  • Operações: planeamento de percursos e janelas de carregamento; formação de motoristas; monitorização dos acordos de nível de serviço (SLA) relativos ao carregamento e do tempo de atividade do equipamento.
  • Disponibilidade de modelos: oferta sólida no segmento das carrinhas e dos camiões ligeiros; mais limitada no segmento dos camiões pesados ou em aplicações de uso intensivo.
  • Reembolso automático das despesas de eletricidade em casa (quando aplicável); acesso a pontos de carregamento nas instalações da empresa e, para perfis de viagem extremos, um veículo a combustão interna como opção de contingência.
  • Telemetria e análise desde o primeiro dia: ciclos de utilização; kWh/100 km; degradação da bateria; tempo de marcha lenta e estilo de condução.
  • Contratos de energia: tarifação diferenciada e gestão da procura para atenuar os picos noturnos.
  • SLA de infraestruturas: disponibilidade (>98–99%); resposta a falhas; liquidação OCPP; e segurança elétrica.
  • Análise do percurso (km/dia; topografia; janelas); possíveis pontos de carregamento; potência de base; riscos.
  • Matriz de referência do TCO (investimento inicial; energia; manutenção; seguro; valor residual; carbono).
  • 5 a 15 veículos por país/cidade prioritário(a).
  • KPI: custo por km; kWh/100 km; tempo de atividade; pontualidade; incidentes de carregamento; reclamações dos clientes.
  • Medidas de impacto imediato: ajustar as janelas; pontos de carregamento e formação de condutores.
  • Governança: PMO experimental com reuniões quinzenais.
  • Aplicar a percursos urbanos curtos com regresso à base e carregamento durante a noite em corrente alternada.
  • Implementar a DC sempre que o modelo de negócio assim o exigir (prazos de entrega; SLAs comerciais).
  • Harmonizar os acordos de nível de serviço (SLA) com os operadores de rede e os contratos de fornecimento de energia.
  • R1: Subinvestimento em infraestruturas de carregamento → Dimensionamento técnico; implementação faseada; acordos com empresas de serviços públicos e operadores; SLA superior a 98–99%.
  • R2: TCO não conforme → Projeto-piloto com «TCO simulado»; telemetria; melhoria contínua da rota e da carga.
  • R3: Seguros/garantias → Apólices com cobertura para baterias e prazos de reparação; contratos de disponibilidade.
  • R4: Resistência interna → Formação e embaixadores internos; começar por países/cidades com maior aceitação; tal como sugerido no documento da ERA (começar gradualmente com projetos-piloto).
  • R5: Regulamentação e incentivos → Dar prioridade aos mercados com quadros normativos claros; planear a frota de forma a que seja rentável sem incentivos a médio prazo.
  • Mudança de mentalidade: «carregue sempre que puder» (em casa; no trabalho; em locais públicos; em DC).
  • Recomendação para avançar passo a passo e começar pelos embaixadores e pelos países onde haja maior aceitação.
  • Práticas relativas à política de frotas: reembolsos de despesas domésticas; utilização do veículo para fins profissionais e suspensão do uso de veículos com motor de combustão interna como medida de contingência
  • Alternativas de transição com emissões mais baixas (HVO; biocombustíveis; gás; hidrogénio) quando os veículos elétricos a bateria (BEV) ainda não forem viáveis

Desvantagens/riscos a gerir

Condições para o sucesso (primeiro, a nível operacional)

Carregar em vez de reabastecer. A mudança de mentalidade é fundamental: organizar as operações de forma a carregar sempre que possível (em casa, na base, em vias públicas e utilizando carregamento rápido de corrente contínua para uma recarga rápida durante o trajeto).

Política e processos relativos à frota

Eletrificar a última milha na América Central

Abordagem faseada (o que funciona na América Central)

Passo 1 — Diagnóstico e análise de viabilidade (2 a 4 semanas).

Passo 2 — Fase piloto (90–120 dias).

Passo 3 — Expansão gradual. Nota: nem todos os perfis são, atualmente, ideais para veículos elétricos a bateria (BEV). Nos casos em que a infraestrutura ou os padrões de utilização o impeçam, considere combustíveis alternativos com emissões mais baixas (por exemplo, HVO, biocombustíveis, gás) como uma medida de transição, mantendo simultaneamente o rumo estratégico rumo aos veículos elétricos a bateria (BEV).

Que modelos priorizar e onde (visão prática)

A oferta regional é dinâmica, mas já existem opções válidas para entregas urbanas (furgões e camionetas): Maxus (furgões eDeliver, pickup T90EV), BYD (T3 e outras opções comerciais), JAC (camioneta elétrica leve), Foton (camioneta elétrica leve) e, em alguns mercados, a Ford E-Transit. Recomendamos pedidos de proposta multimarcas com critérios de TCO (custo total de propriedade) de 5 a 7 anos, incluindo garantias de bateria com base na energia fornecida, disponibilidade de peças sobressalentes e acesso a oficinas certificadas.

Principais riscos e medidas de mitigação

Conclusão

A «última milha» na América Central já apresenta casos de sucesso para veículos elétricos quando as operações, a energia e as infraestruturas são concebidas de forma integrada. Não se trata apenas de «comprar veículos», mas sim de reconfigurar processos, contratos e a cultura operacional. Uma abordagem baseada em projetos-piloto mensuráveis e numa expansão disciplinada reduz os riscos e acelera o retorno do investimento. Nos casos em que os veículos elétricos a bateria (BEV) ainda não são viáveis, os combustíveis alternativos podem servir de ponte sem comprometer a orientação estratégica.

Referências do documento técnico do Grupo ERA utilizadas:

  • Mudança de mentalidade: «carregar sempre que possível» (em casa, no trabalho, em locais públicos, em estações de carregamento).
  • Recomendação para avançar passo a passo, começando pelos embaixadores e pelos países com maior aceitação.
  • Práticas relativas à política de frotas: descontos para uso doméstico, recarga em locais de trabalho e utilização de veículos com motor de combustão interna nas férias como medida de contingência.
  • Alternativas transitórias com emissões mais baixas (HVO, biocombustíveis, gás, hidrogénio) enquanto os veículos elétricos a bateria (BEV) ainda não forem viáveis.
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